Capivara Blasé consolida um carnaval plural no coração da cidade

Capivara Blasé em modo megabloco

O megabloco Capivara Blasé ocupa a Esplanada Ferroviária nos dias 15 e 16 de fevereiro com uma proposta que vai além da festa. Diversidade, acessibilidade e ocupação do espaço público dão o tom da programação oficial de Carnaval do bloco, que se consolida como um dos mais plurais da cidade.

A edição 2026 foi pensada para receber públicos variados, com dois dias de programação que misturam cortejo, DJs e shows ao vivo. O Megabloco mantém sua identidade, onde diferentes corpos, idades e formas de viver o carnaval convivem no mesmo espaço, sem hierarquias.

No sábado, dia 15, o cortejo será puxado pelo Projeto Kzulo, conduzindo o trio elétrico pela Esplanada. No palco, se apresentam Chokito, Sampri e a DJ DJ Gikka, com uma curadoria que valoriza artistas locais e diálogo direto com o público.

No domingo, dia 16, a programação segue com Silveira Soul, Sampri, Kzulo e o set da DJ AfroQueer, ampliando a presença de artistas ligados à cultura urbana, à diversidade e às expressões contemporâneas do Carnaval de rua.

Além da música, o bloco investe em estrutura e cuidado. Durante os dois dias, haverá ponto de apoio da Cruz Vermelha para atendimentos de emergência. A acessibilidade também foi ampliada, com área reservada para pessoas com deficiência e intérprete de Libras no palco principal.

Para o produtor Vitor Samúdio, o foco está na experiência coletiva. Segundo ele, o Capivara Blasé foi estruturado para garantir segurança, acessibilidade e uma programação que converse com diferentes gerações, fortalecendo a participação popular e a ocupação positiva do centro da cidade.

Capivarinha leva as crianças para o centro da folia

Dentro da programação do dia 15, o bloco abre espaço para o público infantil com o Capivarinha, que funciona a partir das 15h em uma área reservada para crianças e responsáveis. A proposta inclui oficinas de batucada carnavalesca para crianças de 5 a 12 anos, com atividades de musicalização, expressão corporal e construção de instrumentos a partir de materiais recicláveis.

Depois das oficinas, as crianças passam a integrar o próprio cortejo do bloco, participando do desfile ao lado da professora e ritmista Cris Casalli, que conduz o grupo durante a apresentação. As vagas são limitadas, e o espaço segue ativo durante todo o evento, permitindo que famílias acompanhem a programação enquanto as crianças participam das atividades.

Com uma proposta que une festa, inclusão e convivência, o Capivara Blasé transforma a Esplanada Ferroviária em um Carnaval acessível, diverso e verdadeiramente coletivo.

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